Ty Segall – Freedom’s Goblin


Quando pensamos em um garage-rocker bem sucedido, a primeira pessoa a vir em mente costuma ser Ty Segall. Consequentemente, com o álbum Freedom’s Goblin, essa sensação de sucesso não é apenas transmitida em suas 19 músicas, mas também mostra como a banda segue evoluindo ainda mais. O interessante é que Segall, justamente pelo alto volume de músicas no álbum, não parece ser muito seletivo em relação ao que escolhe lançar, o que não limita sua capacidade criativa, mas de modo algum isso parece comprometer a qualidade da entrega. Fanny Dog abre o álbum, já  demonstrando a evolução do lo-fi clássico de Segall, mas muito dramático, triunfante, apesar da proposta engraçada de ser uma letra, literalmente, para celebrar o quanto ele gosta de seu cachorro.

De uma certa forma, a leveza trash digna de um álbum de garage, com letras leves, só demonstra o interesse no bom e velho rock n roll da banda. Solos longos também estão por toda parte, como na And Goodnight e She And Alta,  que superam em nível técnico outras músicas mais experimentais do álbum, como Despoiler of Cadaver. É um tanto arriscado para um músico soltar um álbum com tantas músicas, mas Freedom’s Goblin acaba sendo mais uma demonstração do quão workaholic Ty Segall consegue ser e, sem dúvida, podemos esperar outro álbum com até mais músicas que este num futuro não muito distante. O segredo do álbum é encara-lo como uma viagem, sem medo de onde vai parar, e deixar que o som instintivo do garage guie seu pensamento.

OUÇA: “You Say All The Nice Things” e “5 Ft. Tall”

Web designer por profissão, publiciotário por formação, guitarrista e músico pra aliviar o stress de todos os anteriores. - "if it's worth playing it's worth playing loud."

Leave a comment

Please be polite. We appreciate that. Your email address will not be published and required fields are marked