Mudhoney – Digital Garbage


Existem dois resultados para uma obra de arte politicamente carregada e politicamente motivada: caso o conteúdo da obra consiga ser ao mesmo tempo convincente e emocionalmente potente, o resultado é inflamar o público que se vê representado nas músicas. Mas, caso o conteúdo da obra falhe em atingir esse ponto muito subjetivo da audiência, mais do que soar mentirosa, a obra soa inócua, estéril, ainda que a intenção seja boa, ela aterrissa fora do campo emocional do público e é incapaz de provocar uma resposta sentimental.

Esse é o grande risco de uma obra que, ao invés de partir da experiência pessoal do artista, parte de uma vontade abstrata de tocar em temas políticos. É preciso ao mesmo um grau de especificidade que torne o tema claro, caso contrário ele se torna vago, e um generalismo que permita a pessoas de diferentes origens se identificarem com o tema apresentado pelo artista. Tudo isso amarrado por uma proposta estética que consegue a resposta emocional do público. Curiosamente, nos últimos meses, o rock teve um exemplo de cada uma das duas obras: o novo disco do Idles, Joy As An Act Of Resistance, consegue ao mesmo tempo tratar de questões políticas e/ou sociais, como a crise migratória e a toxicidade masculina, de maneira bem sucedida, humanizando a política e tornando-a viva e vibrante, provocativa. Por outro lado, o disco mais recente do monumento grunge Mudhoney, Digital Garbage, é tristemente o exemplo do contrário, ficando muito aquém das intenções do grupo. Já dizia a sabedoria popular que de boas intenções…

26  Sempre dirigindo ataques a um “eles” difuso e sempre adotando uma perspectiva de superioridade moral em relação aos seus criticados, o disco muitas vezes soa como um adolescente rebelde se posicionando contra os todos já conhecidos bastiões-da-sociedade-capitalista-ocidental. Ainda que o sentimento seja válido, a performance deixa a desejar, em especial nos bons momentos de arranjos do disco.

Outro ponto decepcionante do disco está nos arranjos. Embora algumas músicas surpreendam com idéias que soam interessantes, como a distorção de sludge rock das guitarras de “Nerve Attack”, ou a ironia das letras e o baixo forte e volumoso de “Paranoid Core”, que são dois dos principais pontos altos do disco, essas idéias ainda perdem em volume numérico para os pontos fracos como as letras pouco inspiradas de Kill Yourself Live e 21st Century Pharisees. Outro ponto de destaque, embora mais baixo, é a faixa Please Mr Gunman, que alia uma boa condução de garage rock a uma letra ironizando a mentalidade americana na relação entre armas e religião.

Night And Fog”, com sua performance vocal inspirada em Nick Cave e a condução cadenciada de bateria, é outro ponto positivo do disco, o último antes de uma sequência de músicas mornas que se não soam ruins, têm contra si a generalidade que faz delas desinteressantes.

A conclusão é que Digital Garbage é um disco com algumas boas idéias, que talvez tenha entre suas motivações a necessidade sentida pelo Mudhoney de demarcar uma posição crítica diante dos conflitos que têm permeado a vida atual, mas que teria sido beneficiado com mais agressividade e objetividade por parte da banda.

Mas tudo bem, ao que tudo indica, nos próximos anos não vão faltar motivos para discos políticos e agressivos existirem.

OUÇA: “Nerve Attack”, “Paranoid Core”, “Please Mr. Gunman” e “Night And Fog”

Alice in Chains – Rainier Fog


Se você é um artista que desde o início da carreira abraçou um gênero específico e ainda não largou mais dele, a consequência óbvia é que seu público sempre vai esperar a mesma sonoridade dos seus trabalhos, e eventualmente você vai enjoar de fazer aquele arroz com feijão básico de sempre. Você tem duas opções: muda tudo e foda-se o que a galera pensa, ou continua fazendo essa receita de bolo pra agradar a massa. A grande questão é que a partir do momento que você só se dedica a um estilo sem sair da sua zona de conforto, seu apelo será só para um nicho específico, raramente atraindo novos ouvintes ou instigando pessoas a ouvir seus álbuns mais novos, já que o elemento surpresa se perde nesse processo.

E é exatamente isso que acontece com o Alice in Chains em Rainier Fog. Já é o terceiro álbum deles desde seu retorno em 2009, e nada de significativo mudou desde então. Se os dois primeiros álbuns dessa era traziam a estética dos trabalhos dos anos 90 mas com pérolas interessantes no meio como Phantom Limb e Check My Brain, que pegavam a fórmula original da banda e distorciam até sair alguma coisa levemente diferente mas ainda no Grunge, o grande problema desse novo álbum é que não tem nada para distinguir ele do resto da discografia do grupo. As músicas parecem recortes que não entraram em álbuns anteriores, tornando a experiência unilateral e enfadonha.

Mesmo que, por exemplo, os vocais de William DuVall sejam muito mais proeminentes aqui, isso pouco colabora com a variedade na dinâmica da gravação. A maioria das músicas não se diferenciam muito entre si e pecam no fator memorabilidade. Se por exemplo, “The Devil Put Dinosaurs Here” (a música) poderia muito bem ser um hit da banda nos anos 90 pela forma como abraça os elementos dessa época e transforma em algo memorável, 70% das músicas desse álbum aqui seriam fillers de álbuns como Facelift e o Auto Intitulado, pois elas não saem da zona de conforto em que a banda se acorrentou.

Mas, são 70% pois até tem uma música ou outra que tem alguma coisa interessante, como “The One You Know”, de longe a música que mais remete à inspiração que o Alice in Chains já teve para fazer algo mais explosivo e cativante. E mesmo assim não é o suficiente para dizer que é a banda reacendendo o fogo nos olhos de seus tempos áureos, pois em qualquer outro álbum essas músicas não estariam entre as melhores.

E se essa resenha aqui só comparar esse trabalho com os outros te irrita, acredite, me irrita também. O problema é que Rainier Fog é construído de forma a ser só mais um álbum qualquer na discografia do grupo, reciclando ideias batidas e rodeando conceitos já utilizados antes na sua carreira. MAS, se você, não procura algo que reinvente a roda e mantenha somente “o bom e velho Alice in Chains” que você ama, esse aqui é o álbum certo pra você. Só não espere lembrar de muita coisa dele depois de ouvir, ou achar um novo clássico pra colocar no hall da fama do Grunge.

OUÇA: “The One You Know”, “All I Am” e “So Far Under”

Melvins – Pinkus Abortion Techinician


Uma das maneiras de encarar a arte pode ser a de existir em desafio constante. Nessa perspectiva artística, os resultados não são mais o objetivo fundamental do processo artístico, que passa a ser o processo em si. A superação do desafio passa a ser quando o artista, diante de seus próprios critérios e avaliando por seus próprios meios, conclui que sua execução daquilo que havia se proposto foi realizada e, sendo boa ou não, permitiu ao artista abrir diante de si perspectivas novas, que podem ser exploradas aprofundando o conceito trabalhado ou ressignificando-o novamente. De certa maneira, e se levando muito menos a sério do que o primeiro parágrafo deste texto, é isso que o quarteto de sludge metal Melvins faz (novamente) em seu último disco: Pinkus Abortion Techinician.

Lançamento mais recente da prolífica banda de Washington, PKA já deixa claro que não pretende ser um disco de mais do mesmo no catálogo do grupo. Com uma formação que além dos membros tradicionais, conta com a adição do “segundo baixista” Jeff Pinkus (Butthole Surfers) e além disso apresentando músicas como um medley bem humorado entre as músicas “Moving To Florida”, do próprio Butthole Surfers e Stop, de James Gang, a banda deixou claro em suas entrevistas pré-lançamento que o importante em seu novo trabalho era testar o que conseguiriam fazer com a exótica formação. Sob esses critérios, PKA pode ser contado como um sucesso divertido do grupo.

A relação com o Surfers vai ainda mais longe para a banda (o medley é batizado de “Stop Moving To Florida”), já que o próprio nome do disco é uma piada com o nome de Locust Abortion Techinician, disco de 87 do Butthole Surfers. Para completar, PKA ainda traz no catálogo uma insólita versão de “I Want To Hold Your Hand dos Beatles.

A adição do segundo baixista é o elemento mais definidor do disco e encaixa perfeitamente com a sonoridade corrosiva e densa característica dos Melvins. O aproveitamento dessa segunda dimensão mais grave fica evidente já no solo da primeira música, Stop Moving To Forida”, quando os dois baixos se revezam preenchendo os espaços deixados um pelo outro como o giro dos pistões de um motor. A cadência causada pela dupla de instrumentos encontra na estética do sludge um par adequado, que se beneficia da densidade de graves gerada para aprofundar a sonoridade. O ponto negativo fica pelo início da faixa, com riffs de guitarra que parecem soar como um hard rock de rádio e, mesmo que presentes rapidamente, não deixam dúvidas de porque esse estilo é hoje tão datado.

No entanto, mesmo em passagens de menos brilhantismo, com as influências de hard rock na música de abertura ou a mesma influência apresentada na faixa seguinte, “Embrace The Rub”,  ou ainda quando a banda se aproxima do folk com uma faixa mais voltada para violões e um vocal Mike-Pattoniano, na apropriadamente chamada “Flamboyant Duck”, o Melvins consegue cumprir a missão de soar ao menos divertido por que se mantém fiel a abordagem artística: o que interessa não é o resultado, mas o processo para chegar até ele.

Mas os momentos em que o Melvins é divertido são curtos. Na faixa seguinte “Don’t Forget To Breathe a banda abandona os gracejos hard rock e se volta para um stoner de notas longas e tempos estendidos que faz um contraste com a pontualidade dos vocais agudos, um teclado aparece apenas fugazmente enquanto a guitarra se limita praticamente a marcar presença apenas no jogo de cabo-de-guerra com os baixos durante a passagem do solo, revezando a condução da faixa. Facilmente uma das melhores do disco.

Break Bread, outra candidata a melhor faixa do disco pega as tendências stoner de “Don’t Forget To Breathe” e as troca por uma visita ao grunge, com o timbre e as distorções da guitarra se aproximando de Jerry Cantrell do Alice in Chains. A faixa acelera mantendo o peso e aumentando a distorção. O passeio por bandas com quem o Melvins divide feições estéticas continua em “Prenup Butter”, outra das melhores do disco, onde o vocal Pattoniano fica lado a lado com uma distorção usada e abusada pelo Electric Wizard. Nem as linhas vocais escapam da corrosão ácida das distorções. A dupla de baixo e as guitarras distorcidas criam uma entidade disforme de som que arrasta o ouvinte para a última faixa, “Graveyard”, que volta a fundir influências de doom metal e stoner. Os tempos ficam longos e as progressões se repetem, como se Prenup Butter tivesse corroído os arranjos do fim do disco. A sonoridade hipnótica da faixa encerra a audição, mas as vibrações ainda vão durar um tempo.

Em todas as faixas, mesmo as melhores, a impressão é de que o Melvins mostra até onde conseguiria chegar só para não chegar até lá. Existe uma sugestão de potencial inexplorado que a banda parece fazer questão de ignorar.

O cover de Beatles, “I Want To Hold Your Hand”, merece um comentário à parte. Talvez nenhuma faixa no disco seja melhor exemplo do que o Melvins quis fazer do que essa releitura descompromissada de uma música tão distante, seja estética ou tematicamente, do que a banda se propõe a fazer em seu trabalho autoral. Melvins tocando Beatles não faz sentido, e por isso é ideal. O casamento entre os vocais em uníssono repetidos aqui da original (e que eram originalmente adoráveis) com a bateria galopante, a dupla de baixos e a guitarra distorcida é ao mesmo tempo engraçado e instigante. A adição de um solo de guitarra e a robustez do instrumental não fazem sentido, e por isso precisam ficar ali. O resultado é o menos importante, o principal é testar o que se pode conseguir fazendo escolhas pouco usuais.

Em Pinkus Abortion Techinician, o Melvins nos apresenta duas ideias: uma a ideal, daquilo que a banda poderia chegar a fazer com a proposta musical que escolheu, e outra concreta, daquilo que é efetivamente realizado, para então descartar o mito platônico e dizer que o ideal não importa, o que importa é que o desafio existiu e foi enfrentado. Como a versão do quarteto para os Beatles, é menos sobre onde se chega, e mais como se vai até lá.

OUÇA: “Don’t Forget To Breathe”, “Break Bread”, “Prenup Butter” e “Graveyard”

Adore Delano – Whatever


Adore, sua linda! Preciso começar esse texto dizendo apenas um sincero ‘Muito obrigado!’ do fundo do coração. Agora vamos ao álbum em si e seu contexto;

Whatever é o terceiro álbum de estúdio assinado pela drag queen americana Adore Delano, personagem de Danny Noriega. Pra quem não se lembra, Adore foi uma das finalistas da sexta temporada do reality show RuPaul’s Drag Race. Ano passado a moça lançou seu segundo disco, After Party, também resenhado por mim para o You! Me! Dancing!. E muita coisa aconteceu desde então.

Seus dois primeiros discos seguiam o que era esperado; álbuns pop acessíveis e mainstream. After Party já não foi muito bem recebido pela maior parte de seus fãs por se tratar de um pop um pouco mais adulto e conceitual que o seu Till Death Do Us Party – o que é uma pena pois trata-se de um álbum excelente. Adore também fez história a ser a primeira participante a desistir da competição, durante seu curto momento como parte do RuPaul’s Drag Race All Stars 2.

Seguindo problemas com sua gravadora e um descontentamento generalizado, Adore resolveu fazer o que bem quisesse com seu terceiro álbum e se as pessoas não gostarem, bom, paciência. E aí chegamos na maravilha que é Whatever. Adore sempre citou os movimentos grunge, punk e riot grrrl como influências em sua drag/vida, e agora vimos isso mais do que nunca. Abandonando o pop e se focando nas músicas que fizeram parte de sua própria adolescência, Whatever é um álbum grunge. De verdade. Para a surpresa de muita gente (eu incluso), Adore não estava exagerando quando prometeu um álbum assim.

Com influências de atos que vão desde Nirvana, Hole, Alice in Chains e Marilyn Manson até L7, Babes in Toyland e Mudhoney (e talvez até PJ Harvey). Adore não veio pra brincadeira em seu terceiro álbum. E o melhor de tudo é que, finalmente, ela parece estar confortável no que está fazendo. É possível perceber o quanto ela se diverte e se sente bem nesse álbum, muito mais do que nos anteriores.

Adore também flerta com letras mais politizadas e socialmente consicentes do que antes. Na lindíssima “27 Club”, primeira faixa escrita para Whatever e que quase deu nome ao disco, Adore canta sobre essa idade mítica dos 27 anos e sobre os astros que morreram com ela. A própria Adore tem hoje seus 27 anos, e conclui seu poderoso refrão com ‘And that’s how I know that I don’t wanna go‘. Suas letras, que já estavam ótimas desde o After Party (e a estonteante “I Can’t Love You”), são um dos grandes destaques do disco. Só a catarse do refrão ‘If I wanna whine, I’ll whine‘ em “Princess Cut”, uma música sobre a falsa noção de que sua vida é perfeita, já é o suficiente pra ilustrar isso.

O único momento ruim de Whatever está nas faixas “But Her Fly” e “Hole Nine Yards”, que são releituras eletrônicas das ótimas “Butterfly” e “Whole 9 Yards” – e não são nem versões pop das músicas, são um EDM genérico e chatíssimo como um remix que não deu certo.

Whatever é um disco improvável que eu nunca imaginei que pudesse acontecer dentro do contexto no qual ele nasceu – uma drag queen com dois álbuns pop nas costas e uma fanbase composta em sua maioria por adolescentes que ouvem Katy Perry. Mas, pessoalmente… Whatever me lembra que, por alguns momentos lá em 2014, eu torcia para que Adore fosse coroada vencedora no lugar de Bianca Del Rio. Whatever faz meu respeito pela Adore, que já havia sido consolidado de vez quando ela se recusou a passar novamente pela traumática experiência das filmagens de um reality show e saiu por conta própria, crescer ainda mais.

Só espero que Adore, agora que está confortável e fazendo o que quer fazer, continue se aprimorando dentro do rock. O talento que ela exala aqui nesse tipo de composição é bom demais pra ser jogado fora em um retorno ao pop de sintetizadores. Mas de uma coisa eu tenho certeza; não importa se o quarto álbum da Adore seja de rock ou de pop – ela vai continuar amadurecendo e se tornando cada vez mais uma compositora e vocalista maravilhosa dentro do que quiser fazer.

OUÇA: “Whole 9 Yards”, “Princess Cut”, “27 Club” e “Negative Nancy”

Bully – Feels Like

bully

_______________________________________

A sensibilidade de Alicia Bognanno definitivamente não se encontra na sua musicalidade, que muito se compara a outras artistas do shoegaze, como Colleen Green e Katie Crutchfield, do Waxahatchee. A originalidade da artista se encontra, no entanto, na facilidade com que ela tem de escrever letras tão sinceras sobre temas corriqueiros na vida afetiva. Uma mulher no vocal já é algo natural em bandas de rock – mas uma que trata sobre a vida sentimental de maneira tão aberta quanto em Bully é difícil de encontrar contemporaneamente. Liz Phair talvez tenha feito isso em meados dos anos 90. É por isso que o som do debut Feels Like, do Bully, tanto se assemelha a essa já conhecida sonoridade.

As letras das músicas do álbum são fáceis de memorizar, mas nem por isso podem ser classificadas como pop shoegaze. Essa tênue linha que Bully criou entre bandas como The Pains About Being Pure at Heart e Beach Fossils é o que faz do álbum tão pouco descritível no cenário musical. Feels Like pode ser definido como um álbum de autocomiseração, cujas letras versam sobre situações cotidianas a partir da voz de uma personagem feminina. Talvez ‘Trying” seja a música que melhor define essa sonoridade, quando Alicia canta: ‘I’ve been praying for my period all week’, fazendo uma alusão aquele famigerado ciclo feminino cuja sensibilidade é transformada em riffs melódicos de guitarra guiados pelo vocal inconfundível de Bognanno.

De todas as faixas do álbum, ‘Trash” é a mais identificável. Na música, a artista faz uma descrição de um antigo relacionamento conturbado que a fazia sentir como lixo e que deu origem ao nome do álbum. A sinceridade e emoção típicas da voz de Alicia poderiam ser facilmente encontradas em bandas de shoegaze que têm um vocalista masculino. Porém, por ser protagonizada pela própria Bognanno a faixa ganha um novo sentido, fazendo da vocalista facilmente comparável a outros nomes, como PJ Harvey – embora com uma sonoridade um tanto mais enérgica.

Feels Like é um álbum que representa com maestria o feminino no mundo do shoegaze, por ser um álbum conciso e bem enquadrado. A sonoridade nostálgica dos anos 90 presente em praticamente todas as faixas é um verdadeiro bálsamo para os amantes de bandas do gênero. Talvez Alicia ainda tenha que trabalhar bastante na qualidade das letras, porém o debut do Bully é um verdadeiro marco na sonoridade da banda que, de fato, tem bastante potencial para produzir material de qualidade. É só esperar que eles continuem seguindo esse rumo.

OUÇA: “Trying” e “Trash”