Sia – 1000 Forms Of Fear

sia

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Após quatro turbulentos anos desde o lançamento de seu último álbum, Sia volta mais forte do que nunca ao mercado musical com sua incomparável roquidão em suas próprias composições, presentes em 1000 Forms Of Fear. Mas antes de comentarmos sobre o mesmo, é necessário expor um background pra lá de inquieto que fez com que essa obra se tornasse ainda mais interessante.

Até então, We Are Born, seu último álbum, tinha sido o trabalho de maior sucesso em sua carreira, o que fez com que Sia ficasse desconfortável quanto à idéia de se tornar famosa, recusando aparições em público e se aprofundando no vício em álcool e drogas. Em 2010 a artista chegou ao extremo e quase cometeu suicídio através de uma overdose de drogas, felizmente impedida por uma amiga. Depois disso, Sia decidiu por cuidar de sua saúde física e mental, focando-se apenas em escrever para outros artistas.

Talvez esses turbulentos acontecimentos tenham sido a propulsão necessária para as brilhantes composições que vieram a se tornar mega hits ao redor do globo, como “Titanium” e “She Wolf (Falling To Pieces)” de David Guetta, “Wild Ones” de Flo Rida, “Diamonds” de Rihanna, “Pretty Hurts” de Beyoncé, entre outros. Com isso, o perfil de Sia como cantora e compositora foi elevado a outro patamar, que aliado ao lançamento de “Elastic Heart”, também presente em 1000 Forms Of Fear, para a trilha sonora de Jogos Vorazes: Em Chamas, fez com que Sia recebesse novas propostas de diversas gravadoras.

Decidida por voltar ao cenário musical como cantora, Sia só aceitou com as condições de que não tivesse que sair em turnê ou muito menos fazer obrigatoriamente aparições públicas para divulgar o álbum. Visto isso, a cantora decidiu por não mostrar seu rosto em vídeos e fotos promocionais do novo trabalho, e ao invés disso, focou em criar arte visual através de seus vídeos e perfomances. Prova disso, é o clipe de “Chandelier”, primeiro single do novo álbum, que conta com a atuação da dançarina mirim Maddie Ziegler utilizando uma peruca exatamente igual a seu cabelo, intitulado “blonde bob” no exterior. Marketing ou não, Sia chamou atenção, e seu “blonde bob” acabou se tornando marca pessoal.

Voltando para o álbum, 1000 Forms Of Fear é pop, mas não enlatado. É down, mas não obscuro. Sia tem uma habilidade pra lá de especial ao conseguir unir palavras ordinárias com composições simples e equalizá-las em mensagens de alto impacto. Talvez essa seja a fórmula mágica que a tornou uma compositora de grande sucesso. Composições estas, que conseguem expressar aquilo que sentimos e muitas vezes não conseguimos explicar. E essa característica também é algo bastante presente no novo trabalho, como por exemplo, no hit “Chandelier”, no single promocional “Eye Of The Needle”, ou até mesmo na belíssima, e minha favorita faixa, “Cellophane”.

Sia renasceu das cinzas assim como uma fênix. Talvez os momentos turbulentos comentados acima foram necessários para o alcance de sua própria identidade e auto-conhecimento, para então conseguir mostrar isso mundo afora da forma mais saudável possível, mesmo que de sua própria maneira. Há más línguas que afirmam que tudo isso não passa de estratégias publicitárias para emplacar ainda mais sua carreira. Particularmente, pouco me importa, só sei que seu “blonde bob” veio para ficar, e ele com certeza será um marco na história da música contemporânea.

OUÇA: “Chandelier”, “Free The Animal”, “Fire Meet Gasoline” e “Cellophane”.

Fã assíduo de boa música – seja lá o que isso for.

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