Phantogram – Three

phanto

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Sarah Bartel e Josh Carter em seu terceiro disco levam seu trabalho a um novo nível. É um registro mais pessoal que os anteriores por se tratar de um tema pesado como a morte ao mesmo tempo que com pequenos ajustes, se tornaram mais pop. Talvez devido ao trabalho com o produtor Ricky Reed ou apenas pela necessidade de alcançar um público maior com uma sonoridade mais acessível.

Mas isso não chegar a ser um defeito, só afasta um pouco Three da originalidade e e qualidade de seus antecessores. Podemos dizer que é um ótimo disco, porém não um ótimo disco do Phantogram.

É importante deixar claro que apesar disso, tudo aqui soa natural e maduro, sem tentativas desesperadas de cair no mainstream. O som do Phantogram continua bagunçadamente ousado e cheio de camadas enquanto suas composições são de gerar um certo desconforto de tão niilistas e sem esperança em viver. E isso não é ruim. Há momentos que se torna impressionante e até engraçado que alguém consiga nos fazer dançar enquanto lamenta a sociedade e a morte de seus heróis.

Ainda que com um ou outro tropeço quase imperceptível é um respiro bem vindo e inesperado em meio a uma cena musical que vem caminhado pela mesmice. Ao longo de um pouco mais de meia hora de álbum, o duo confirma mais uma vez sua capacidade de entregar um material bom e que consegue superar nossas expectativas.

OUÇA: “Run Run Blood”, “You’re Mine” e “Calling All”.

Libriano, dj produtor e publicitário. Bebo cerveja todo dia, só sei falar de música e acho que sei cozinhar.

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