METZ — Automat



Se você é fã de barulheira, deixe-me pregar a palavra do METZ. Mais um nome da série de “bandas que eu conheci através do GTA V e sua rádio Vinewood Boulevard” — assim como o FIDLAR. Com seu noise rock de alta qualidade, o METZ é incrível, mas é preciso dizer que não é uma banda pra qualquer um. 

Dois anos depois de Strange Peace, o terceiro disco de estúdio do trio canadense, eles decidiram acalmar o coração dos fãs sedentos de novidade com um lançamento especial. Automat é um compilado de 43 minutos com singles, B-sides, demos e versões especiais de seus sons, que foram remasterizadas pelo produtor Matthew Barnhart.

Com um som bem sujo — no melhor sentido da palavra — e trabalhado em muita distorção, Automat já começa em uma nota muito boa com “Soft Whiteout”, que é uma boa introdução para quem nunca ouviu a banda antes. 

Umas das principais características do METZ e seu noise, é que o som inunda o ambiente, preenchendo-o com barulho e seu instrumental marcante, como é o caso de “Lump Sums”. Das músicas desse disco que para mim são novidade, uma que me chamou muito a atenção foi “Ripped On The Fence”, uma canção bastante poderosa.

De seu disco de estreia, o homônimo METZ, lançado em 2012, aparecem as velhas conhecidas “Negative Space – 7 inch version” e “Wet Blanket – Demo”. “Wet Blanket” foi a primeira música que eu conheci do Metz, lá na trilha sonora do GTA V. Então, ouvi-la nesta nova roupagem foi quase um presente pessoal.

Não posso deixar de mencionar a homônima “Automat”, que ao longo de seus quatro minutos faz a gente dar aquela balançadinha, acompanhando o ritmo —  o que me faz pensar que deve ser uma baita música para presenciar ao vivo. 

Mesmo com a remasterização para entrar no corte final do Automat, a audição é como se fosse um exercício para acompanhar a evolução da banda e suas várias fases de 2012 para cá, como na dobradinha que saiu naquele ano, mas apenas como single, “Dirty Shirt” / “Leave Me Out”. Ou ainda nas canções que fecham o álbum, “Pure Auto” e “Eraser”, que já tinham sido lançadas em 2016 como B-side e single, respectivamente. 

Automat pode até ser um álbum para os fãs. Mas, para mim, é um belo cartão de visita do METZ e pode ser uma boa introdução para quem ainda não sabe do que a banda se trata. Algumas das melhores canções dos onze anos de carreira estão aqui, em roupagens novas, mas que valem à pena serem ouvidas. 

Veredito: É uma boa trilha sonora para um dia de fúria. Ou para o caso de você querer conhecer uma banda nova e bem doidinha.

OUÇA: “Wet Blanket – Demo”, “Ripped On The Fence”, “Leave Me Out”

viciada em criar playlists

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