Mabel – High Expectations



Eu tô ficando velha. Acho que é essa a explicação. Só pode ser essa a explicação. Esse raio Dualipatizador passou pelas blogueiras, atrizes e agora chegou na música. Será que a Dua Lipa ganhou tanto dinheiro que está pagando pessoas no mundo inteiro para parecerem com ela? Esse álbum de estreia da Mabel é um Dua Lipa 2.0.

Pra você que nunca ouviu falar nela, a Mabel é uma cantora britânica de 23 anos, filha de Neneh Cherry (!) e Cameron McVey (!!). Com um pai produtor musical e uma mãe cantora, ela já nasceu pronta para ser uma estrela. E, convenhamos, ela conseguiu. Você ouve o singles dela por toda parte, ela está nas rádios e principais playlists do Spotify e faz um pop contagiante. Mal começou e já é a 105ª artista mais ouvida no Spotify. 

Já falei em outras resenhas que música não precisa ter significado profundo sempre. Não tem problema nenhum em ouvir algo só com a intenção de se divertir, distrair a cabeça ou com qualquer outra que não seja refletir sobre o mundo. Nem sempre eu tô com pique que pensar no que um cantor quis dizer usando um sample de 1970 ou pensando no jogo de palavras criado em uma música bônus. O problema principal com High Expectations é que é um álbum que se propõe a ser mais do que realmente é.

Com “Ok (Anxiety Anthem)”, Mabel fala sobre ansiedade de um jeito superficial. Quantas músicas ainda precisamos ouvir dizendo as mesmas coisas sobre ter crises de ansiedade? Parece que estou ouvindo um texto de blogueira com uma batida ao fundo. E isso se repete algumas vezes durante o album. Ainda bem que entre as músicas com essa proposta temos pop chiclete bem produzidos, como “Mad Love” e “Put Your Name On It”.  

Mabel está só começando. Ela tem uma ótima voz e bons produtores, o que me faz acreditar que ela ainda pode surpreender e lançar coisas interessantes no futuro. Para uma cantora que diz que tem altas expectativas e quer lançar músicas que durem para sempre, faltou amadurecimento. High Expectations ficou só na promessa. Quem sabe num próximo disco. 

OUÇA: “Don’t Call Me Up”, “Bad Behaviour”, “Mad Love” e “Put Your Name On It”

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