Katy B – Little Red

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Incorporando as batidas do dubstep ao gênero house, Katy B volta com o sucessor de seu ótimo debut On A Mission. Intitulado como Little Red, Katy se mostra madura e distinta dos demais ao criar um ambiente agradável para as demais pistas de dança ao redor do mundo. Trazendo um frescor novo e sutil, a britânica parece querer por fim a um cenário eletrônico que se mantém em cima de batidas invariáveis e constantes seguindo um destino tedioso.

Usando mais uma vez referências da época onde a house music se mostrava em constante crescimento, Katy propõe ao ouvinte um passeio a um repaginado e atualizado passado não muito distante. Como todo artista, a britânica teve que passar pelo difícil trabalho de desempenhar um papel tão bom em seu segundo álbum como assim foi em seu primeiro registro. O que encontramos aqui é um verdadeiro exercício de criatividade feito pela mesma. Com letras que abrangem momentos dolorosos e tão desgastantes de um relacionamento, sem receio, a ruiva estende o pop melódico por todo seu álbum.

Apesar de ser um disco de inegável qualidade e produção, o que encontramos aqui é talvez a mesma fórmula eventualmente usada em On A Mission mas é claro que com algumas modificações. Se apropriando do mesmo cenário usado anteriormente, ela sintetiza algo que por acaso se perdeu em seu primeiro álbum e o coloca como objetivo assentar isto. O erro está aí. Para conquistar um público maior e calibrar de vez o mundo do pop, Katy precisa se reinventar.

Não me entenda mal, todo álbum tem seus altos e baixos, não seria diferente neste. Independente disto ela conseguiu atingir um público que se sente cada vez mais atraído por uma sedutora experiência que seu disco pode proporcionar. Sem expectativa o ouvinte pode sim se deliciar com a delicadeza explorada pelas batidas energéticas que ilustram um ambiente improvável e único.

Mas vamos falar dos pontos altos? Pois então, o disco tem consigo uma fluidez conquistada sem muito esforço. Em faixas como “5 AM” e “Crying For No Reason” a britânica parece achar o seu eu e dentro disto expressa e conduz devidamente canções cheias de bons arranjos e melodias bem trabalhadas. A mistura aqui alcança um nível além de só técnica e produção, estabelecendo uma conexão entre o artista e o ouvinte.

No entanto a impressão que fica é a de uma obra superficial. Música boa, mas música descartável. Bem, o aprendizado continua e como todo artista, para chegar ao seu auge é preciso ser lapidado. Em suma Katy B ainda sim promete marcar em algum momento a indústria da música. Aguardamos ansiosamente por este momento.

OUÇA: “Everything”, “Crying For No Reason” e “5 AM”

24 anos de pura inexperiência na vida. Passa mais tempo explorando a internet em busca de filmes e bandas novas do que propriamente vive. Se tem certeza de algo é que Bon Iver é o nome da banda e não o nome do vocalista.

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