Jonas Brothers – Happiness Begins



Nos anos 2000, três irmãos formaram uma banda que ficaria em atividade de 2005 até 2013.  Composto por Kevin, Joe e Nick Jonas, os Jonas Brothers lançaram, em oito anos, quatro álbuns, participaram de filmes da Disney e tiveram a própria série. Em outubro de 2013 o grupo confirmou o encerramento de suas atividades para a tristeza de fãs que acompanhavam os JoBros. 

Dez anos desde o lançamento do último álbum de estúdio, Happiness Begins surge em um cenário frutífero. Há uma nova safra de boy bands provindas do oriente, reuniões de bandas nacionais e internacionais, remakes e uma busca incansável por ressignificar o passado e – tentar – reviver os dias gloriosos. 

 “Sucker”, primeiro single lançado em 1° de março de 2019, por meio da Republic Records, conquistou o seu primeiro lugar nas paradas americanas. Filmado em Hatfield House, palácio localizado em Hertfordshire na Inglaterra, o clipe é megalomaníaco e digno da monarquia, há também a participação de Danielle Jonas, Priyanka Chopra Jonas e Sophie Turner, esposas dos Jonas. 

O novo álbum dos Jonas Brothers possui o maior número de compositores e produtores nele. Há um claro desejo de retornar para o estrelato. Em 2019 guitarras soam um pouco old fashioned, e tudo bem, afinal no novo álbum elas passam despercebidas. É hora da bateria e dos sintetizadores. 

 “Don’t Throw It Away” bebe da mesma fonte de “Sucker”. Atmosfera da costa do Pacífico, praias e um bronzeado saudável. A faixa é brilhante, não só em genialidade, mas em um aspecto visual sinestésico. Uma combinação com ar de veludo molhado. “Cool”, segundo single, brinca com humor e um tom mais acústico. É cativante e brincalhão, estimulando o público a rir da letra e do clipe em si. 

Happiness Begins refere-se à volta dos JoBros, ela não é icônica ou impecável. Mas, neste álbum, a banda mostra uma faceta que deve ser vista e ouvida: homens que até hoje colhem os frutos de uma carreira iniciada precocemente e, desta vez, mais respeitada que em seu início. Não é mais um sonho adolescente, mas uma banda que deve ser ouvida.  Um grupo que entende de música, mídia e personalidade. Estão colhendo o seu melhor momento: o presente.

OUÇA: “Sucker”, “Don’t Throw It Away”, “Happy When I’m Sad” e “Rollercoaster”.

Meio fotógrafa, meio jornalista e perdida por inteiro. Obcecada por arte e livros. Amo a Kim Gordon mais que a minha própria vida. Atualmente buscando os três pontos no jogo da vida.

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