Drowners – On Desire

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O primeiro álbum que trouxe Drowners perante os holofotes da música indie popular não deixou claro a intenção da banda ou a direção para que estava seguindo. Acabaram por ser mais uma banda de um álbum só que algumas pessoas escutaram e curtiram, e era isso. Or was it?

On Desire procura dar um novo rumo ao projeto, apresentando melodias mais complexas e maduras. Com o som no último álbum repleto de influências de outras grandes bandas de indie rock ‘atual’ como The Strokes, The Libertines e The Vaccines, é notável a mudança no estilo da banda.

Incrementaram elementos icônicos como as batidas ressonantes da bateria acompanhadas de acordes no violão e base mais apagada no sintetizador. Receita clássica dos anos 80, aprimorada por uma banda inglesa que serve de inspiração para Drowners: The Smiths. É possível identificar essa admiração na música “Human Remains”. Feche os olhos ao escutar essa faixa e (procurando ignorar a ausência do sotaque inglês) você se sentirá em Londres, na época em que ombreiras e mullets não eram um suicídio social.

O tom da banda nova iorquina tornou-se mais obscuro e profundo, tanto na melodia composta por uma base de sintetizadores e baixo mais sombrios, vocais mais depressivos (lembrando mais uma vez aquela banda inglesa) e momentos iluminadores na guitarra que permitem uma respirada em meio a melancolia. Isso em si não é um problema. A confusão ocorre quando músicas mais agitadas entram em conflito com o tom depressivo de outras músicas, tudo no mesmo álbum, tornando-o um tanto inconsistente.

Se a intenção era que esse álbum firmasse Drowners em seu posto no cenário da música indie popular atual, não foi uma missão bem sucedida. Apesar de haverem momentos memoráveis no álbum, existem faixas que não encaixam muito bem na proposta. E, embora tenham amadurecido musicalmente, a mudança de um ritmo mais eloquente e acelerado do álbum de lançamento há mais de 2 anos atrás para a calma e maturidade de On Desire acaba sendo um balde de água fria para os fãs que se apaixonaram pela primeira imagem da banda. Assim como o a capa do álbum, o que o futuro reserva para Drowners é aberto a interpretações, incerto.

OUÇA: “Troublemaker”, “Human Remains”, “Another Go” e “Pick Up The Pace”

Alguns rezam, alguns meditam. Eu particularmente consigo paz de espírito quando escuto música. "Because music IS sacred." 21 anos, deixo meu signo me influenciar de vez em quando. Viciado em café, louco por cachorros, romântico esperançoso, amante das 1a, 6a, 7a e 9a artes (as outras eu só fico de vez em quando).

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