Clean Bandit – What Is Love?


Composto por Grace Chatto, Jack Patterson e Luke Patterson, Clean Bandit é um dos maiores projetos musicais da atualidade. Com diversas canções próximas dos 500 milhões de execuções apenas no Spotify (alguns já ultrapassaram e outras estão pertinho), o trio torna pop, comercial e radiofônico tudo aquilo no que toca.

O segundo álbum de estúdio, What Is Love?, chega quatro anos depois do debut, New Eyes, lançado em 2014. Neste novo material, aclamado nas pistas de dança e rádios de todo o mundo, Clean Bandit apresenta canções inéditas e muitas das quais já foram trabalhadas ostensivamente como singles entre 2017 e 2018.

A sonoridade entregue em What Is Love? é alinhada com o que, musicalmente, o mundo tem consumido nesta segunda metade dos anos 2010: a presença de vocais poderosos, batidas tropical house e instrumental sinfônico (piano e violoncelo, em especial), compõem a mistura perfeita para o êxito do trio.

Permeado por colaborações consistentes de figuras em ascensão na cena pop, o novo disco apresenta a banda em arranjos ainda mais pop do que os anteriores. O sucesso nos streamings, por exemplo, vem de algumas das canções do novo material – que traz músicas como “Baby”, com os vocais de Marina and the Diamonds e Luis Fonsi; “Rockabye”, que conta com a participação de Sean Paul e Anne-Marie; “Symphony”, que apresenta vocais de Zara Larsson; “Solo”, com os Demi Lovato, “I Miss You”, com Julia Michels e “Tears”, com Louisa Johnson.

Os destaques para as colaborações certamente incrementam os números do grupo, ao tornarem as canções significativas para diferentes tipos de público – o que foi feito com a fatia latina do mundo com a recente “Baby’, ao trazer Fonsi entoando versos em espanhol ao lado da parceira (improvável) Marina Diamandis. É indiscutível a intenção de alcançar, também, a parcela mundial amante de reggaetown, neste caso em específico.

“Symphony”, “Solo”, “Rockabye” são exemplos de canções que podem já ser tidas como certas na relação de grandes músicas da década. Nestes casos a receita musical sugerida acima é notável, bem como melodias fáceis e letras que grudam. Se a gente soma tudo isso tem a receita do sucesso.

Se traçada uma comparação com New Eyes (2014), que traz dois grandes êxitos em parceria com Jess Glynne, “Real Love” e “Rather Be”, o novo disco vai ainda além em sonoridade e se mostra mais conciso e menos experimental., muito embora o registro anterior seja legítimo e, a exemplo do mais recente, também um grande álbum.

OUÇA: “Baby” e “Tears”

Homo sapiens dando voltas ao redor do Sol.

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