Allie X – Super Sunset


Allie X vem voando mais alto nos últimos anos. Especialmente depois do hit “Paper Love”, sua fanbase teve um crescimento considerável e ela entrou na categoria de cantoras Pop adotadas pelos fãs como uma grande promessa do gênero, daquelas que quando se estouram ouvimos aos quatro ventos “EU SOU FÃ DESDE PRIMEIRO EP” etc.

Super Sunset tem oito músicas com duas intros. É praticamente um EP. Acho que nem cabe uma super resenha descrevendo cada aspecto desse trabalho. A equipe de produtores acertou a mão e Allie X manteve os mesmos aspectos que fizeram CollXtion II interessante. Tecnicamente, esse é um disco perfeito. Pena que falta profundidade.

Allie X tem 33 anos e sinto como se estivesse ouvindo composições de uma mulher de 20. O erro não é da cantora, veja bem. O álbum é comercial o suficiente para ir bem nos charts de música pop e tocar em qualquer balada do gênero, mas não traz assuntos relevantes o suficiente para me prenderem a atenção. É um disco que me lembrou bastante The Fame, da Lady Gaga. Só que já se passaram 10 anos desde que ele foi lançado.

Se você está a procura de um synthpop/indie pop bem produzidos, pode ouvir Super Sunset sem medo. É uma audição gostosa e divertida. Se está procurando por algo que saia do lugar comum, é melhor procurar outras artistas.

OUÇA: Tudo. Pelo amor de Deus, são só 21 minutos.

Allie X – CollXtion II

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Quando ouvimos falar de Allie X pela primeira vez, em fevereiro de 2014, foi quando os movimentos da carreira da canadense alcançaram o Brasil com a ajuda da Internet. Eu lembro bem que, à época, a comunidade de fãs brasileiros logo cresceu e todos queriam saber mais sobre aquela figura emblemática elogiada por Katy Perry no Twitter.

Allie é muito popular no Brasil, onde reside sua maior base de fãs. Os primeiros lançamentos de Alexandra Hughes, que é o nome de Allie X fora dos palcos foram misteriosos e envolviam aparições furtivas e vídeos enigmáticos postados no Youtube. O que chamava – e ainda chama – a atenção na garota eram as batidas explosivas do synthpop chiclete de suas músicas e, ao mesmo tempo, a potência vocal de seus lançamentos. Um detalhe muito particular é a dramaticidade de algumas de suas apresentações ao vivo, justificável se levarmos em consideração que Alexandra se envolveu com teatro musical nos estágios anteriores à carreira.

Com CollXtion II, lançado há alguns dias, que sucede o CollXtion I (de 2015), o extended play Catch (2015) e o CollXtion II (Unsolved) (de 2016), Allie X inaugura nova fase sua carreira. Conforme entrevista ao portal Idolator em abril de 2015, este novo disco é o segundo momento de prováveis cinco CollXtions que Allie pretende lançar. Cada um deles se propõe a ser uma experiência multimídia que inclui GIFs e vídeos, além das criações sonoras da artista.

CollXtion II tem como único single oficial, até o momento, a canção Paper Love, divulgada em abril. Até recentemente a artista esteve envolvida com os trabalhos de promoção do Unsolved, um projeto que desenvolveu ao longo de 2016 e que contém canções como “Alexandra”, “That’s So Us” (um de seus lançamentos mais radiofônicos) e “Casanova”.

Allie X escreve, compondo suas canções e também para outros artistas, como Troye Sivan, com quem colaborou com os singles do álbum Blue Neighborhood. Sivan assina, inclusive, a faixa “Vintage” de CollXtion II.

O registro mais recente é entregue para o público com 10 músicas, nem todas inéditas já que algumas estiveram nos materiais anteriores, que tendem a seguir uma linearidade em termos de produção e sonoridade. De forma inédita, Allie X credita uma colaboração com Valley Girl na faixa “Need You”. Se você esperava batidas rasgadas e doses generosas de synth, o álbum pode decepcionar, pois está distante dos primeiros lançamentos deste tipo, tais como “Sanctuary” e “Bitch”, do início da carreira de Allie. Atualmente a cantora se dedica a uma turnê pelos Estados Unidos e Europa para promover o lançamento.

CollXtion II vai de canções mais dramáticas que exploram o vocal  de Allie X de forma mais evidente, como é o caso de “True Love Is Violent”, até músicas mais comerciais e potencial radiofônico maior, o caso de “Lifted” e, especialmente, “Paper Love”.

OUÇA: “True Love Is Violent”, “Simon Says” e “Need You”