Bruce Springsteen – Western Stars



Cordas e personagens errantes. Esses são os ingredientes de Western Stars, o 19º álbum de estúdio de Bruce Springsteen. São 12 faixas de country rock, que dão voz a histórias de protagonistas envelhecidos, que olham para a estrada vazia como um longo e cansativo caminho a ser percorrido. A sonoridade do álbum, que remete aos anos 1960 e é muito diferenciada do que se tornou o esperado de Springsteen, é justamente um dos pontos (mais) altos do álbum. É um ponto fora da curva na discografia do The Boss – mas um ponto muito bem marcado.

Seja o dublê, o ator em fim de carreira ou o laçador de cavalos, é impossível ficar imune aos personagens e às histórias contadas pelo cantor em Western Stars. Aos 69 anos, a voz de Springsteen, grave e cristalina, conquista a atenção do ouvinte em meio aos arranjos musicais do álbum. São canções mais contemplativas, em comparação com as composições mais recentes do músico, antes mais voltadas para questões políticas dos Estados Unidos. Em “Western Stars”, os protagonistas trazem traços inconfundíveis de personagens sobre os quais Springsteen gosta de cantar – mas, desta vez, com um som mais intimista.

As temáticas são mundanas, mas evocativas. Esse é um álbum que traz consigo imagens de seus personagens, de suas paisagens. É impossível ouvir Western Stars e não se imaginar vagando sozinho em uma estrada rural norte-americana, como apenas o horizonte azul de companhia.

OUÇA: “The Wayfarer”, “Stones” e “Hello Sunshine”

Uma quase jornalista, que ama música, cinema e escrita!

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