BANKS – III



Jillian Rose Banks, conhecida como Banks, lançou seu terceiro álbum III, sucessor de The Altar (2016) e Goddess (2014), o novo registro possui treze faixas e conta com a colaboração de Bj Burton, Buddy Ross, Hudson Mohawke e Francis and The Lights. Em linhas gerais, o registro caminha pelo R&B, Trap e o Pop, evidenciando a transição de Banks, o seu processo de amadurecimento/crescimento e a vontade de explorar – e de arriscar – outros caminhos musicais.

De acordo com Banks, o registro é uma janela que nos permite acessar partes distantes dela e pede para que mergulhemos profundamente em suas músicas. Além disso, a sequência das faixas se encaixa profundamente nesse processo de acesso e mergulho – e Banks alega que sequenciou da forma que ela gostaria de ouvir. Se o objetivo do álbum é mostrar toda a maturidade musical e a profundidade de Banks, podemos dizer que ela não falhou e fez de uma forma bastante genuína.

Através da audição do registro, Banks realmente consegue nos envolver através dos sentimentos expostos presentes em cada faixa, isto é, ela nos puxa para esse mergulho e nos mostra que existem questões em comum, nos conectando em cada momento desse processo. E ao nos guiar durante o mergulho em III, Banks nos permite cantar, dançar, rir, chorar, sensualizar, entre outras reações e ela realmente esperava por isso, ou seja, ela espera aproximar pessoas e fazer com que elas se sintam compreendidas nesse processo. Afinal, música é troca, é conexão e Banks fez isso de um jeito bastante sensível.

Falando em sensibilidade, Banks vivenciou altos e baixos e isso influenciou na construção da narrativa do registro, ou seja, a forma de variar e explorar as sonoridades – seja com piano, sintetizador, vocais, camadas e afins – presentes a cada faixa, bem como os temas explorados – relações, amor, partidas, negação, entrega, dependência – nos mostram o quanto III é sensorial e sensível. Banks mergulhou em seus sentimentos, experimentou outros caminhos e nos trouxe III: um registro que reflete o seu próprio amadurecimento frente às próprias fragilidades e nos convida para esse mergulho profundo em cada parte desse processo íntimo. Enfim, Banks recomendou que mergulhemos profundamente nesse registro e reforço esse pedido.

OUÇA: “Gimme”, “Contaminated”, “Stroke”, “Hawaiian Mazes” e “What About Love”

Rabisco umas coisinhas aqui. Escuto e vejo outras ali. Sempre tentando tampar os buracos da vida....

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