Baio – Man Of The World

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Faça uma escala de 0 a 10. Essa escala vai representar uma mistura do sucesso com q qualidade da música criada por artistas que procuraram carreira solo após terem começado em bandas grandes. Para se situar, perto do 10 você pode colocar Phill Collins após sair do Genesis. Descendo pro 5 temos Harry Styles, com seu projeto solo atual (podem me crucificar, mas eu NÃO achei o álbum dele bom; um álbum bom não sobrevive de singles). Acho que com esse álbum, Baio conseguiu firmar seu lugar na metade de cima dessa escala.

Apesar de ser um projeto solo, o próprio Baio já disse em entrevistas que ele não reconhece como álbuns solos, ou de bandas ou de produtores, mas que almeja a uma combinação dos três. Após deixar o Vampire Weekend e embarcar em suas próprias convicções musicais, Chris Baio conseguiu um bom público com seu primeiro álbum The Names, impressionando nos arranjos de vários instrumentos e na construção de faixas bem memoráveis e dançantes.

Dois anos passados, esse novo álbum mantém o estilo de batidas eletrônicas pops que lembram ícones da música pop/art rock experimental dos anos 70 e 80 que Chris já admitiu ter influências (como Bowie e Roxy Music).

Como adendo, para confirmar o ar um tanto nostálgico do álbum em relação a suas influências, estava ouvindo o álbum enquanto lavava a louça e perguntei de minha mãe o que achava da música e se já tinha ouvido algo parecido. Ela disse que a-ha tinha músicas no mesmo estilo que tocavam nas discotecas e festas que frequentava quando jovem. Ela achava tanto que era uma banda dos anos 80 que quando disse que são músicas que saíram este ano, ela não acreditou.

Com ritmo dançante e melodias memoráveis, o álbum começa com a eletrizante “Vin Mariani”, cheia de sintetizadores pujantes, enchendo os ouvidos, infestando o cérebro de quem escuta com vontade de levantar e se mover no ritmo. O álbum está repleto de músicas assim. Algumas com o dancing beat mais voltado para o baixo (“Key Under The Mat”), outras com o ritmo controlado pelas batidas eletrônicas e guitarras simples e companheiras (“PHILOSOPHY!”).

Man Of The World foi uma boa continuação para a carreira de Baio, apesar de não ter inovado muito, apesar de certas faixas quebraram o ritmo e a coesão do álbum, apesar de as letras não serem um tanto envolventes. Quando tiver vontade de dançar sem pensar em nada e estiver em dúvida sobre qual dancing hit dos anos 80 escolher, dê uma chance a Baio. Existe música boa sendo feita hoje sim, independente do que digam. Basta ouvir atentamente.

OUÇA: “Vin Mariani”, “Key Under The Mat”, “PHILOSOPHY!” e “Sensitive Guy”

Alguns rezam, alguns meditam. Eu particularmente consigo paz de espírito quando escuto música. "Because music IS sacred." 21 anos, deixo meu signo me influenciar de vez em quando. Viciado em café, louco por cachorros, romântico esperançoso, amante das 1a, 6a, 7a e 9a artes (as outras eu só fico de vez em quando).

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