Broods – Don’t Feed The Pop Monster


Poucas coisas são mais irônicas do que começar um trabalho chamado Don’t Feed The Pop Monster com uma música pop até a medula. Ao longo de seu terceiro álbum, Broods mostra que a intenção da dupla não era fugir de sons grudentos. O foco era proporcionar canções pop que não fossem esquecíveis e sem personalidade.

Os irmãos Georgia e Caleb Nott continuam apostando no mesmo tom melodramático e até exagerado dos álbuns anteriores. Porém, isso ficou mais latente nas letras dessa vez, já que a sonoridade do novo lançamento está mais leve e próxima de artistas cheios de energia, como HAIM.

Mesmo não abandonando os sintetizadores pelos quais são conhecidos, o duo se arrisca um pouco mais, como em “Dust”, em que guitarras remetem a “Wicked Love”, de Chris Isaac. Outro risco foi colocar Caleb para cantar em “Too Proud”, o que acabou destoando do resto do álbum, em que a suavidade da voz de Georgie garante um clima de delicadeza, mesmo quando a euforia se sobressai.

O grande destaque fica por conta da proximidade com o dream-pop. Além disso, várias músicas dos irmãos nascidos na Nova Zelândia lembram bastante os vocais sussurrados e etéreos de Imogen Heap, assim como as melodias intimistas e inventivas da cantora, como em “Falling Apart”.

Broods também se joga em referências pop dos anos 90 e 2000 em alguns momentos, desde B-52s até Gwen Stefani.  Portanto, trata-se de mais um trabalho em que o duo tenta desafiar expectativas, mostrando como o pop ainda tem muita flexibilidade para ser divertido sem cair na obviedade.

OUÇA: “To Belong”, “Everyting Goes (Wow)”, “Peach” e “Hospitalized”

Alice Merton – Mint


Nascida na Alemanha, Alice Merton passou a juventude trocando de moradia, passando por Berlim, Nova York, Londres e muitas outras cidades. Essa vida cigana a inspirou a criar “No Roots”, música presente no EP (2017) de mesmo nome e que também foi incluída em Mint, sua estreia como cantora solo.

O primeiro trabalho como cantora e compositora foi como integrante da banda alemã Fahrenhaidt, com o álbum The Book Of Nature, de 2015. Depois disso, Alice fundou a gravadora Paper Plane Records, junto de seu empresário, Paul Grauwinkel. Foi lá que nasceu “No Roots”, que marcou presença em paradas de diversos países em 2018.

A confiança passada pela artista em seu maior hit até agora é notada nas demais canções de Mint, realizado com o produtor Nicholas Rebscher. Assim como muitas cantoras pop se lançando no mercado, o debut de Alice segue uma fórmula sem riscos. No caso da alemã, são músicas curtas com refrãos irresistíveis e melodias fortes, em que guitarras nervosas amenizam os vocais adocicados.

Mesmo não evitando alguns lugares-comuns, a artista tem muito potencial como compositora, abordando suas experiências de forma descontraída, mas sem ser superficial ou se apoiar em letras românticas. O tom despretensioso do álbum aconteceu justamente porque a cantora estava cansada de ter que responder sobre a pressão de fazer algo à altura de seu primeiro hit.

Com um trabalho consistente e cheio de energia, Alice Merton já provou que pode trilhar um longo caminho no pop. Em “I Don’t Hold A Grudge”, pianos se destacam mais que as guitarras, revelando que sua capacidade de explorar outras sonoridades com facilidade. Mas se decidir manter o mesmo estilo no próximo álbum, não será algo ruim, pois Mint tem vivacidade de sobra sem ser enjoativo.

OUÇA: “No Roots”, “Funny Business”, “Lash Out” e “Trouble In Paradise”

KT Tunstall – WAX


A carreira de KT Tunstall sempre foi marcada pela dualidade. São músicas e até álbuns inteiros oscilando entre a explosão e a calmaria. WAX exemplifica essa característica, intercalando momentos vigorosos com serenos, em alguns casos na mesma canção. O bom é que a escocesa faz isso de olhos fechados.

Seu sexto álbum faz parte de uma trilogia, iniciada com KIN (2016), em que a artista apostou na alegria para se recuperar de um divórcio e da morte do pai. Com o objetivo de abordar alma, corpo e mente em cada novo trabalho, a trilogia deu o primeiro passo fortalecendo a alma após o desgaste emocional de Invisible Empire/Crescent Moon (2013). Por sua vez, WAX aposta na ausência da negatividade e no foco em seu corpo, como as composições revelam.

Produzido com Nick McCarthy, que contribuía com o Franz Ferdinand, o retorno da cantora passa longe da ousadia. A abertura tem a presença de synths eletrizantes e guitarras em tom agressivo, com o timbre agridoce evitando que a sonoridade fique pesada. A cada nova música, o ritmo parece ficar mais reflexivo e suave.

Em “The Night That Bowie Died”, Tunstall relembra um dos maiores ícones da música, com uma homenagem sóbria que poderia ter arriscado em sua construção, assim como Bowie tinha o costume de fazer. Algumas músicas são puxadas mais para o pop que o rock, como “The River” e “Poison In Your Cup”, que remetem a algumas faixas de Katy Perry e Jessie Ware, respectivamente.

Mesmo não tentando mostrar nenhuma faceta que já não conferimos antes, o álbum mais recente de KT Tunstall é bastante agradável. Como a proposta de WAX não é fazer algo inovador, o saldo é positivo. Agora nos resta esperar para ver qual será o caminho escolhido para fechar a trilogia, apostando em seu lado mais cerebral.

OUÇA: “The Healer (Redux)”,  “Little Red Thread” e “In This Body”

St. Lucia – Hyperion


A onda de nostalgia oitentista tem dominado o cinema, a televisão e a música. Diante da demanda por entretenimento que remete a essa época, o St. Lucia tem todos os ingredientes para emplacar. Aliás, sempre teve, desde a ótima estreia. Depois de When The Night (2013), a banda entregou o primoroso Matter (2016), lançando nossa expectativa nas alturas para o próximo trabalho.

Hyperion possui tudo o que o grupo já tinha feito, mantendo a promessa de ser a nova encarnação de artistas como Duran Duran e Tears For Fears. Os vocais empolgados de Jean-Philip Grobler, corais em refrões para encher estádios, letras otimistas e muitos sintetizadores continuam a dar o tom, mas há uma leve estagnação no material novo.

Pela primeira vez, algumas músicas do St. Lucia pecam pelo excesso de cacofonia, o que atrapalha tanto a melodia quanto os vocais. No entanto, trata-se de um erro que não está presente em todo o álbum. O restante das canções tem uma profusão de sons em harmonia com o estilo imponente do vocalista.

A mensagem que o grupo tenta passar é de esperança, como em “Paradise Is Waiting”, uma espécie de repaginação da clássica “Freedom”, de George Michael. Esse otimismo faz o ritmo energético soar ainda mais agradável. Os refrões fáceis de lembrar permeiam o trabalho inteiro e apenas nas duas últimas músicas a banda coloca o pé no freio. A última música tem uma atmosfera épica, apesar da calmaria. Fechar em grande estilo é algo que eles sabem fazer muito bem.

O St. Lucia flerta bastante com o saudosismo pela década de 80, mas isso não significa que o som da banda seja restrito a quem gosta de olhar para o passado. Basta uma chance para se encantar pelo som contagiante do grupo, com seus refrões que grudam na mente rapidamente.

OUÇA: “China Shop”, “Walking Away” e “A Brighter Love”

Seinabo Sey – I’m A Dream


Depois de uma estreia poderosa, Seinabo Sey retorna com I’m A Dream, em que prova não ter sido aclamada por sorte de principiante. A voz particular e as letras bem pessoais são o ponto alto deste trabalho. O problema é que ele não tem o mesmo impacto de Pretend (2015), mesmo com algumas musicas excelentes.

O tom do segundo álbum da sueca com descendência gambiana é predominantemente romântico. As composições funcionam como confissões de sentimentos profundos, que incluem não só mensagens de autoaceitação e libertação, mas também de dor, como em “Never Get Used To”, sobre a difícil relação com seu pai. O curioso é que o sofrimento que a letra passa é mascarado pela sonoridade leve.

As influências soul e R&B continuam a dominar o pop de Seinabo. O maior destaque é “Breathe”, com violinos que dão vigor à canção, remetendo à ambição do som que a artista apresentou em seu debut. Algumas músicas têm potencial radiofônico, enquanto outras são monótonas e pouco inspiradas.

Apesar de ter uma voz potente, a cantora não explora isso em I’m A Dream. O que percebemos é uma suavidade maior na forma como ela canta. A escolha combina com o romantismo e a vulnerabilidade do álbum, mas fica a sensação de que ela poderia ter ido um pouco além em determinadas músicas.

Avaliando isoladamente, I’m A Dream é um trabalho sólido. Como é necessário considerar  o que Seinabo Sey já fez antes, o álbum empalidece. Essa é uma das desvantagens de se começar com algo tão bom e retornar sem um ingrediente especial.

OUÇA: “I Owe You Nothing”, “Breathe”, “Good In You”

Jake Shears – Jake Shears


É inevitável comparar o debut solo de alguém que fazia parte de um grupo. No caso de Jake Shears, que integrava o bem-sucedido Scissor Sisters, fica claro o quanto da sua identidade musical era essencial para a fórmula de sucesso da banda, conhecida por músicas adoradas pelo público gay devido ao ritmo dançante, às letras alegres e a conotações sexuais de sobra.

O lançamento de Jake Shears acontece seis anos depois do último álbum do Scissor Sisters. Ouvir seu novo trabalho é como fazer um tour por todas as fases do grupo, desde a origem influenciada por Bee Gees, Elton John e David Bowie, passando pela fase hedonista do brilhante Night Work, de 2010, até o álbum final, com uma pegada pop menos nostálgica.

A familiaridade com as músicas da banda não é um ponto negativo, principalmente porque Shears tenta fazer do sua estreia solo uma evolução do que já fazia antes. A principal diferença está nas letras mais reveladoras de algumas canções, em que ele expõe seu lado mais sombrio, como em “The Bruiser”.

Pode ficar tranquilo, pois até nas músicas com letras mais melancólicas o tom é de diversão. A versatilidade da voz de Shears é um show à parte. A forma fluida com que ele canta usando falsetes passa a impressão de que há duas pessoas fazendo um dueto. Violinos, saxofones, guitarras, violão e muito piano garantem uma atmosfera delirante.

E quem estava preocupado com a possibilidade de Jake Shears voltar mais discreto, pode respirar aliviado. Seu confiante debut solo é cheio de glamour, safadeza e provocacao, tudo com bastante humor. Quem mais faria músicas pop exaltando bigodes como se estivesse em um filme pornô gay dos anos 70?

OUÇA: “Good Friends”, “Big Bushy Mustache”, “S.O.B.” e “All For What”.

Dirty Projectors – Lamp Lit Prose


Não tem como falar sobre Lamp Lit Prose sem abordar o rompimento entre Amber Coffman e Dave Longstreth. Apesar de ter ocorrido antes do álbum anterior, a separação ainda mostra suas consequências, pois o 8º álbum do Dirty Projectors deixa de lado a tristeza do anterior e parte para um caminho mais otimista, num tom de superação do que aconteceu entre Coffman e Longstreth, atual responsável pela banda.

Em vez das longas e soturnas músicas do álbum autointitulado, Lamp Lit Prose apresenta uma variedade de canções vigorosas, que contam com a participação de gente como Katy Davidson (do Dear Nora), Robin Pecknold (do Fleet Foxes), Syd, Amber Mark, entre outros. O bom para os fãs de Dirty Projectors é que nenhum feat parece estar ali para roubar a cena, contribuindo de forma orgânica.

Ainda que deixe passar certa melancolia existencial aqui e ali em suas novas letras, Longstreth transborda o álbum com uma positividade presente em todas as faixas. E não é só nas letras que isso está aparente. As melodias também possuem um ar de animação, gerada pelo uso certeiro de trompetes, guitarras, violão, gaita, entre outros instrumentos inesperados, como órgão.

O imprevisível é um dos maiores acertos do Lamp Lit Prose. Quase todos os caminhos escolhidos pelo Dirty Projectors são arriscados, dando a sensação de que estamos numa montanha-russa onde cada nova curva é difícil de prever, o que provoca uma estranheza seguida de satisfação. Já em “Right Now”, canção que abre o disco, somos pegos de surpresa quando a música tira o nosso tapete e nos deixa fisgados com sua experimentação acessível, coisa que sentimos nas músicas seguintes.

OUÇA: “Break-Thru”, “I Feel Energy” e “Right Now”

Christina Aguilera – Liberation


Durante seis anos, fãs ouviram Christina Aguilera prometer que o novo álbum estava a caminho. Liberation finalmente chegou e, com ele, a cantora provou mais uma vez que não tem medo de se arriscar, fugindo da obviedade que domina o pop atual. Com uma pegada mais R&B e influências hip-hop, Xtina criou algo que acrescenta camadas novas a uma artista já cheia de nuances.

O primeiro single da nova era causou estranheza por não ser uma música de fácil digestão e não explorar o vocal estonteante da cantora. Subverter expectativas sem trilhar caminhos fáceis é o que Aguilera faz desde que resolveu tomar as rédeas da carreira após uma estreia solida, mas que a impedia de alçar voos mais altos, como conseguiu com Stripped (2002), um álbum repleto de hits e outras preciosidades.

Liberation surgiu da insatisfação de Aguilera com as imposições de sua gravadora e das restrições artificiais impostas pela obrigação com o trabalho de técnica do The Voice. Essa vontade de não agradar a ninguém além de si mesma deu um gostinho especial ao disco, que sucede Lotus (2012), álbum que a cantora fez da forma mais segura possível após Bionic, sua inovadora aposta em um pop eletrônico, ter sido injustamente esnobado dois anos antes. Tudo isso fez a cantora buscar um clima de descontração, o que transpareceu no novo trabalho.

Quem acompanha a jornada de Aguilera sabe que as letras de suas músicas dificilmente são rasas e frequentemente possuem mensagens de feminismo e empoderamento. Isso não muda em Liberation, cujas letras refletem o tema de autonomia e independência, como fica explícito em “Fall In Line” e sua introdução. Aliás, fãs estão acostumados com introduções e interlúdios diversos, o que sempre foi o ponto fraco de seus álbuns.

Xtina nunca se contentou com um único estilo, explorando ritmos variados no mesmo álbum. Isso fica visível com canções como “Right Moves”. Mesmo com uma sonoridade reggae, sua presença no álbum faz sentido devido à coerência deste. Isso vale para as colaborações, que vão desde Demi Lovato até artistas que à princípio não combinariam com Aguilera, como Keida, Shenseea, GoldLink, 2 Chainz e Ty Dolla $ign.

Liberation não tem a ambição de ser tão completo quanto o incrível Back to Basics (2006), mas o novo álbum mostra que Christina Aguilera não esta presa ao passado ou a repetições, ficando aberta a possibilidades excitantes. Os prazeres de Liberation estão nas surpresas que cada música traz, não só nos arranjos mas também nos vocais sempre em evolução. Não é à toa que Aguilera é considerada uma das melhores vozes da sua geração.

OUÇA: “Maria”, “Masochist” e “Twice”.

The Presets – Hi Viz


O novo trabalho do The Presets é capaz de nos transportar para outros lugares e épocas, graças a uma sonoridade que remete ao cenário musical eletrônico dos anos 1990 e começo dos anos 2000, apostando ainda em combinações que fazem o álbum Hi Viz ter um ar futurista.

Várias músicas do Hi Viz contam com uma mistura quase caótica de sons, incluindo samples, 8-bits, guitarras, synths, trompetes e muitos outros. Tudo isso orquestrado de forma primorosa, com batidas eletrônicas cuja repetição leva o ouvinte a se sentir num estado de transe. Outro fator que impressiona é a maneira como os arranjos fazem a transição entre algumas músicas serem extensões fluidas das anteriores.

Assim como nos outros discos do duo, as letras são simples e as repetições constantes não se destacam tanto quanto as melodias alucinantes. Já uma diferença do Hi Viz é presença de outros artistas nos vocais. Em alguns momentos , o tecladista e vocalista Julian Hamilton compartilha o microfone com Alison Wonderland, DMA`S e Jake Shears, que participa de uma canção que poderia estar em aulas de qualquer academia, devido à acelerada repetição de comandos.

Outra novidade é o tom mais alegre, como podemos notar em “Downtown Shutdown”, cuja presença de um coral de jovens refugiados africanos e sons voltados para o ska dão uma atmosfera mais leve. As letras do álbum são um uma ode à diversão, o que também se reflete nos arranjos de Kim Moyes, bateirista e responsável pelas batidas cheias de energia, o que torna o disco ideal para ser reproduzido em shows e danceterias.

A sensação de frescor e novidade proporcionada pelo novo disco dos australianos acontece por causa do ritmo frenético das batidas, o que gera um contraste com o trabalho anterior, que tinha uma sonoridade mais suave. Com Hi Viz, The Presets parece injetar energia nas nossas veias desde a primeira faixa. O ritmo acelerado termina apenas quando o álbum chega ao fim.

OUÇA: “Do What You Want”, “Tools Down”, “Feel Alone” e “Are You Here?”

Kylie Minogue – Golden


Várias cantoras pop já tentaram se desbravar pelo country, umas com mais êxito do que outras, desde Madonna até Kesha, Miley Cyrus e Lady Gaga. Quem não é muito fã de country não precisa entrar em pânico, pois Kylie Minogue não se descaracterizou com Golden, álbum que celebra os 50 anos de idade que ela irá completar.

O risco de se dar mal era grande, até porque Kylie é da Austrália e vive na Inglaterra, países onde não há tradição de música country, já ficando em desvantagem em comparação com as norte-americanas que apostaram nesse estilo anteriormente. Para não fazer feio, a veterana foi até Nashville para criar músicas com produtores que dominam o tipo de música predominante lá.

O resultado é um trabalho agradável, mas pouco ousado. Claro que testar novos tipos de sonoridade é algo arriscado e Kylie consegue convencer como cantora de country pop. Porém, o álbum passa a impressão de que é apenas um experimento e ela não queria se entregar totalmente ao country. As canções têm estruturas parecidas e previsíveis, além de nem sempre mesclarem os dois estilos de forma tão satisfatória. Além disso, os elementos country ou são deixados de lado nos refrões de algumas músicas ou ficam em segundo plano em outras.

Um dos pontos altos de Golden são as letras, em que Kylie revela seus sentimentos de um jeito mais intimista do que o de costume. O término de um relacionamento antes da criação do álbum a inspirou a cantar sobre se entregar, mas sempre com um tom otimista. Há ainda canções com o simples intuito de refletir o tom ensolarado das melodias, abordando a intenção de sair por aí para dançar e se divertir.

Com Golden, Kylie Minogue tenta passar a mensagem de que ela está passando por uma fase de descobrir que é capaz de coisas novas, sem trair o que sempre foi. Quem esta acostumado com o jeito sexy da cantora vai estranhar, mas resistir às palminhas é praticamente um desafio. Só não precisa comprar botas e chapéu para dançar a caráter, pois a cantora não se despediu do pop dançante e talvez a passagem pelo country vire somente um asterisco em sua discografia.

OUÇA: “Raining Glitter”, “Dancing” e “Shelby 68”.