Tom Odell – Jubilee Road


Jubilee Road, novo disco do britânico Tom Odell, é mais uma boa adição à nova onda do britpop. Aprimorando sua tendência ao tipo de baladas pop sentimentais que levou seu mentor Elton John à fama, o cantor marca seu espaço como uma voz distinta entre seus contemporâneos.

Porém, se lhe falta a ousadia e a presença de Elton John que tornaram baladas como “Tiny Dancer” em fenômenos românticos de escala global, Odell tenta compensar com composições honestas e, por isso, emotivas. O disco soa incrivelmente intimista e as composições se dedicam a temas da vida cotidiana, o que faz com que o trabalho de Odell pareça familiar de uma maneira positiva. Ao optar por essa abordagem simples e despida, é possível apreciar o maior trunfo do cantor: sua poderosa potência vocal.

As faixas são, em sua maioria, alegres e agradáveis de ouvir, mesmo que não seja uma alegria contagiante (como o conterrâneo George Ezra faz em “Shotgun”). Mesmo nos minutos mais tristes, Odell parece não conseguir abraçar totalmente a melancolia que algumas das canções exigem. Pode ser frustrante ver  que emoções mais intensas são evitadas a todo custo. O momento em que Tom chega mais perto da explosão sentimental que se espera de seu tipo de canção voz-e-piano é na excelente “If You Wanna Love Somebody”.

Além disso, as dez faixas são longas demais. Todas têm um pouco mais ou um pouco menos do que quatro minutos – com exceção da faixa de abertura, que aperta o relógio com injustificáveis 5 minutos. Como são composições simples que se sustentam basicamente pela voz de Odell, essa duração faz com que ouvir o disco seja cansativo.

Jubilee Road é um bom disco. Se compromete ao revival do sentimentalismo britânico e não há uma canção que possa ser classificada como entediante, chata ou ruim: há uma consistência admirável. Odell precisa, no entanto, se entregar de forma mais aberta a esse sentimento que aparenta ser a força-motriz de suas composições.

OUÇA: “If You Wanna Love Somebody”, “You’re Gonna Break My Heart” e “Queen Of Diamonds”

Tokyo Police Club – TPC


Após um quase possível término nos últimos anos, os canadenses do Tokyo Police Club estão de volta com TPC, seu quinto álbum. O resultado é um trabalho que não parece ter nada novo para dizer, mas diverte com algumas canções enérgicas.

TPC é um disco extremamente familiar para aqueles que ouviram qualquer disco do indie rock do início dos anos 2000. Ver o quão não-contemporâneo o álbum soa é um surpreendente lembrete de que quase 15 anos já se passaram desde 2005 – ano no qual a banda parece ter produzido seu novo trabalho.

Essa qualidade de “cápsula do tempo” funciona em determinados momentos, porque o Tokyo Police Club é muito feliz em recriar o momento de ironia juvenil que tornou esse gênero um fenômeno. A canção “Ready To Win”, por exemplo, consegue ilustrar como uma melodia e arranjos simples do rock de garagem eram frequentemente elevados por uma letra que parecia saída de um diário.

Em seus melhores minutos, TPC é um revival de uma época em que essa geração de bandas ainda era pequena. Com poucas pretensões, canções como “Can’t Stay Here” e “New Blues” são cativantes em sua simplicidade e muito lembram a finada trilha-sonora de The OC.

Em seus piores momentos – que infelizmente são a maioria -, o disco soa incrivelmente datado e muito pouco justificado. É difícil pensar o que este apanhado de 12 faixas têm para dizer que já não foi dito à exaustão. As canções são repetitivas, o que faz o álbum parecer muito mais longo do que de fato é.

OUÇA: “Ready To Win”, “Can’t Stay Here” e “New Blues”

Paul McCartney – Egypt Station


Egypt Station, novo disco do sir Paul McCartney (estamos em 2018, apresentações já são desnecessárias), é uma adição divertida e inofensiva ao vasto legado do britânico. Para o bem ou para o mal, trata-se de um trabalho que não se leva muito a sério e busca abraçar sons mais leves.

Essa tentativa de permanecer em dia com sua juventude traz em sua maioria resultados positivos, já que o produto final é um disco muito fácil de se ouvir, que não apresenta muitos desafios. Há até um pouco de experimentação na já famosa “Back In Brazil”, que brinca com sopros e um ritmo mais latino (pense em Carmem Miranda e na bossa-nova). Alguns resultados são um tanto quanto… esquisitos (como o single “Fuh You” e sua infame letra), mas no grande-esquema, Egypt Station traz uma experiência positiva.

Canções como “Ceasar Rock” e “Happy With You” ditam o tom descontraído e cheio de energia do disco, e devem agradar os ouvidos dos fãs mais jovens, acostumados com nomes novos do britpop como George Ezra e James Bay. Não há nada de muito ousado nessas canções, mas são animadas e agradáveis o suficiente para justificar um binge-listening.

O que pode tornar Egypt Station uma experiência cansativa para alguns é o tamanho muito grande do disco. É difícil justificar a presença de nada mais, nada menos do que 16 faixas (duas são interlúdios) quando as composições não são únicas o suficiente. As duas últimas canções (“Despite Repeated Warnings” e “Hunt You Down/Naked/C-Link”) são longas demais, e outras como “People Want Peace” e “Hand In Hand” simplesmente não causam impressão alguma.

OUÇA: “Back In Brazil”, “Ceasar Rock” e “I Don’t Know”.

Anna Calvi – Hunter


Em seu terceiro disco, a britânica Anna Calvi volta a apresentar um trabalho cheio de climaxes emocionais que mais parece uma ópera rock. Ao longo das dez concisas e explosivas faixas de Hunter, ela consegue sempre sustentar o peso de um fervor emocional sem iguais.

Calvi traz de volta seus habituais temas líricos sobre gênero e desejo, aqui com as emblemáticas “Don’t Beat The Girl Out Of My Boy” e “Alpha”. Com sua voz poderosa, essas composições parecem sempre carregadas de muita força, cada momento se torna maior com a interpretação dramática da cantora (que muito lembra a conterrânea Florence Welch).

Esse tom de ópera é salientado pelos arranjos (ora quase Bowie-anos, ora parecendo uma composição de Ennio Morricone) que criam uma atmosfera fantástica e lúdica – o que casa perfeitamente com a já citada voz de Anna. Essa aura criada também faz com que Hunter seja um álbum muito visual, de certa forma, já que suas canções estão frequentemente pintando cenas.

Assim, esse visual retrô dos arranjos quando casado com a modernidade dos temas abordados pelas letras de Calvi resultam num álbum majestoso, e a junção destas distintas temporalidades é algo único. “Hunter” é um trabalho ambicioso, que projeta seus anseios num escopo gigante, larger-than-life, mas que é centrado em temas tão íntimos que o tornam em algo muito humano.

OUÇA: “Don’t Beat The Girl Out Of My Boy”, “Chain” e “Indies Or Paradise”.

Gorillaz – The Now Now


Em The Now Now, sexto disco do projeto de Damon Albarn, o Gorillaz prova mais uma vez que o universo surreal criado pelo casamento da música com o visual possibilita que o grupo transmidiático a criar não apenas um álbum, mas uma paisagem sonora. Quase quinze anos após o debut da banda, sua contribuição para a música continua sendo igualmente inusitada e interessante.

Misturando funk e new wave em um ritmo bastante tranquilo, The Now Now consegue ser um trabalho inventivo porém despretensioso e até mais convencional do que obras passadas do Gorillaz, com canções tranquilas e divertidas que se encaixam numa escuta com fluidez. A faixa-inicial “Humility” já dita o tom groovy e eletrônico que o disco desenvolve ao longo de suas onze faixas.

Além disso, a pouca quantidade de participações especiais (George Benson, Snoop Dogg e Jamie Principle são as exceções) se mostra uma escolha acertada e uma mudança bem-vinda na dinâmica das canções, pois dá mais espaço para a personalidade da banda respirar. Isso possibilita também que Albarn tome frente em seu trabalho, já que é possível perceber mais a identidade do músico.

Em adição ao fator técnico da sonoridade, é possível perceber também nas composições líricas uma ambição de explorar as possibilidades que existem para o Gorillaz abordar temas como solidão e necessidade de união. Canções como “Idaho” podem lembrar os fãs de momentos mais introspectivos do Blur.

OUÇA: “Kansas”, “Idaho” e “Hollywood”.

SILVA – Brasileiro


Já em seu título, Brasileiro, novo disco do cantor Silva, defende a tese de que seu autor quer proclamar seu lugar na música brasileira popular, e trazer tal matriz cultural para a linha de frente de seu trabalho. É ousado, pois tal posição convoca imediatamente comparações a uma sonoridade já consagrada, mas o cantor e compositor possui bagagem e simpatia o suficiente para cumprir a missão.

“Brasileiro” corre o risco de cair no enfadonho cliché do voz-e-violão tornado infame por uma geração de artistas sem carisma como AnaVitória, Tiago Iorc ou qualquer um que ouviu Nando Reis demais, mas o inegável talento de Silva faz com que boas comparações a Marisa Monte sejam mais aptas.

Além disso, é notável que ele faz mais do que simplesmente reproduzir o que nomes maiores já haviam feito. Em seu novo álbum, é possível ver uma roupagem atualizada da MPB para as sensibilidades dos jovens de 2018, consumidores de música pop internacional.

Afinal, provavelmente é isso que falta em seus contemporâneos: a coragem de homenagear seus ídolos, mas com personalidade e simpatia. É essa equação que resulta em canções que embalam a atmosfera de tranquilidade sem ser uma página em branco, como a lindíssima “A Cor É Rosa” e “Fica Tudo Bem” (na qual Silva resgata a bela voz de Anitta de sua aborrecida carreira internacional).

Então, é seguro dizer que Brasileiro consegue atender as altas expectativas que coloca sobre si, funcionando como um conjunto de canções charmosas escritas com arranjos minimalistas para exaltar o atraente timbre de Silva. O álbum é uma ótima adição ao repertório da música brasileira, fazendo um esforço para homenagear e repaginar um som reverenciado.

OUÇA: “A Cor É Rosa”, “Fica Tudo Bem” e “Prova Dos Nove”

Chromeo – Head Over Heels


Head Over Heels, quinto disco do duo  electro-funk Chromeo, é um álbum pop competente, fazendo um compilado de doze faixas divertidas e dançantes. Infelizmente, a sonoridade atingida não consegue deixar de soar como um híbrido do Daft Punk com algum artista genérico das rádios AM/FM. O resultado pode divertir ou preencher um horário vago, mas é desprovido de qualquer tipo de personalidade, charme ou ousadia.

O disco apresenta um claro apelo radiofônico, e é fácil imaginar que, se gravadas por nomes como Bruno Mars, Adam Levine ou Pharrell Williams, várias das canções poderiam fazer algum sucesso entre o público mainstream. É até interessante ver como algumas faixas, como “Count Me Out”, soam muito semelhantes a outros hits como “Uptown Funk”, de Mark Ronson, ou “Get Lucky”, do Daft Punk. Infelizmente, essa comparação depõe contra o novo trabalho do Chromeo, já que falta ao grupo uma voz carismática ou algo que o faça se destacar. “Head Over Heels” não consegue deixar de soar derivativo.

Apesar disso trata-se de um disco agradável. A mistura da música eletrônica com o groove dos anos 70 e 80 é algo sempre simpático. A dupla de DJs Dave 1 e P-Thugg tem sensibilidade para criar sons dançantes e energéticos, com músicas alegres que duram o tempo certo para não se tornarem repetitivas. Porém, é difícil apontar algo que seja único, algo que outros artistas parecidos já não tenham feito melhor e com mais sucesso. Assim, Head Over Heels funciona como um extenso hyperlink de referências.

Além disso, o fato do conjunto da obra ser tão esquecível é sinal de que, talvez, as canções não funcionem muito bem por si só fora do contexto do disco. Repetindo os mesmos ritmos por quarenta minutos, há muito pouco que diferencie uma faixa da outra. Todas parecem ter a mesma abordagem, com refrãos e melodias iguais. Não há, por exemplo, uma música mais lenta, ou mais agressiva, ou com qualquer característica que as distinga das demais.

Então, Head Over Heels conclui-se como um trabalho apenas correto, que pouco faz para criar uma identidade. Mesmo com composições simpáticas e bem-intencionadas, a interminável sequência de sons disco alegres cansa pela exaustão.

OUÇA: “Count Me Out”, “Juice” e “Don’t Sleep”.

The Boxer Rebellion – Ghost Alive


Após se aventurarem em sons mais carregados, o grupo britânico The Boxer Rebellion retorna às raízes inspiradas no folk com seu novo álbum, Ghost Alive. Orquestrado com violões acústicos e um suave piano, o novo trabalho marca uma fase intimista e modesta na história da banda – sem deixar que isso vire sinônimo para a mesmice.

Afinal, é difícil pensar que um disco cuja faixa de abertura se chama “What The Fuck” possa ser repetitivo – mas é iminente o risco de se enamorar demais com excentricidades, como é o caso de boa parte das bandas do cenário indie. Então, é um alívio ver Ghost Alive é um trabalho que consegue mesclar uma natureza sóbria com personalidade para destacar-se.

Os arranjos acústicos dão às canções um aspecto doce de serenidade. Os 45 minutos de duração do álbum passam voando, pois é leve de se escutar. No entanto, a melancolia do vocal de Nathan Nicholson (ecoando emoções cruas) dá um contraponto à tranquilidade das músicas, o que resulta em uma característica madura e aproximando o ouvinte.

Além disso, as faixas de Ghost Alive são interligadas por um tema que permeia em todas as composições: o luto e a luta pelo bem-estar mental. As letras possuem um tom confessional e, por mais que tenham inspiração na vida pessoal dos músicos, a sinceridade por trás delas fazem com que o sentimento transmitido seja universal. Isso é particularmente aparente em “Here I Am” e “Love Yourself”.

Dessa forma, Ghost Alive é uma boa adição, mesmo que não particularmente inventiva, ao cenário musical, funcionando como uma página em branco para o The Boxer Rebellion após quase quinze anos de carreira.

OUÇA: “Rain”, “Fear” e “Here I Am”

of Montreal – White Is Relic/Irrealis Moods


Lançar o décimo-quinto não é um feito pequeno, mas é exatamente o que o of Montreal fez após vinte e dois anos desde sua formação. Porém, mais surpreendente ainda é constatar que mesmo após tanto tempo de produção constante e contínua, o frontman Kevin Barnes deixou o grupo cair no mesmo ou que suas músicas fossem criadas apenas pelo ato de se criar. Em White Is Relic/Irrealis Moods, a psicodelia do of Montreal se mostra em sintonia com o mundo ao seu redor.

Citando o mundo pós-Trump, Noam Chomsky e Malcolm X como inspirações para um trabalho que narra – segundo o próprio Barnes – “a morte da supremacia branca”, Barnes e sua trupe entregam aqui mais outro trabalho marcado pela política. Mesmo mascaradas por ritmos oitentista, White Is Relic/Irrealis Moods traz um trabalho lírico elaborado, mas que em momento algum deixa de soar sincero para ser trabalhado demais.

O álbum traz uma estrutura inusitada ao dividir todas as canções em dois momentos ou fases – e daí vem a escolha de dar dois títulos para cada composição –, dessa forma criando um diálogo dentro de cada faixa. O resultado é interessante pois permite que a sonoridade eletrônica também acompanhe a trajetória temática das composições e não soe como fora de sintonia na maior parte do disco.

Assim, é criada uma atmosfera de angústia sem recorrer ao uso de palavras, guiando um ouvinte casual que não pense em ler as letras através dos sons. O resultado traz melodias melancólicas casadas com uma sonoridade sintetizada, algo reminiscente a bandas dos anos 1980 como Tears For Fears e New Order, com uma roupagem moderna.

A sonoridade robótica escolhida é eficaz em evocar a estética Orwelliana (em momentos enveredando mais para o lado de Philip K. Dick) – como é ilustrado em “Paranoiac Intervals/Body Dysmorphia” –, mas em alguns momentos parece repetitiva e pouco memorável. O lirismo das canções não para de explorar diferentes cantos do cenário apocalíptico da vida real, porém nem sempre a sonoridade consegue acompanhar.

OUÇA: “Paranoiac Intervals/Body Dysmorphia”, “Writing The Circles/Orgone Tropics” e “Sophie Calle Private Game/Every Person Is A Pussy, Every Pussy Is A Star!”.

Wild Child – Expectations


Fãs do Wild Child não precisam se preocupar: Expectations soa exatamente como os três discos anteriores da banda. O único problema é que, talvez, essa não seja uma notícia tão boa assim. Reciclado fórmulas antigas, o grupo entrega um trabalho convencional e familiar demais, que soa repetitivo e longe do “wild” que a capa do disco pode sugerir.

Expectations é um álbum feito com competência. As melodias são bonitas e os arranjos, agradáveis. Este resultado, infelizmente, é alcançado seguindo uma fórmula batida e cansativa, que segue os clichés de bandas indies que o Wild Child sempre seguiu à risca. Porém, se no início essa padronização era inofensiva, agora o ouvinte se pergunta: por que quatro discos disso?

O disco se inicia com violões e sons suaves e acústicos com a faixa “Alex”, elementos que se repetirão em outras canções como “Follow Me” e a titular “Expectations”. Nenhuma destas composições são ruins, no sentido literal da palavra, mas soam parecidas demais – não só as citadas, mas o álbum como um todo – ao ponto de tornar o conjunto da obra maçante antes mesmo de chegar na metade.

As letras das canções também são incapazes de gerar qualquer conversa interessante. Mesmo bem-escritas e afáveis (cantadas por uma monocórdica Kelsey Wilson), as composições são a definição de lugar-comum, não explorando nenhum território novo e sem apresentar um traço que demarque a personalidade do Wild Child. Elas são bem-trabalhadas demais para serem consideradas rascunhos, mas entediantes demais para justificar sua existência.

Em momentos pontuais, há algumas excentricidades capazes de chamar a atenção do já entediado ouvinte. Em “My Town”, Wilson tem a chance de mostrar seu bonito vocal em uma canção com tons mais obscuros. Já em “Think It Over” – a melhor faixa do disco –, uma bateria mais forte marca o ritmo com maior agressividade, deixando de lado a suavidade que impera.

Expectations é um disco cuja mediocridade poderia ter passado batida em 2010, quando os grupos de indie com um apelo ao folk eram uma novidade no mercado mainstream. Porém, quase dez anos após sua estreia, as limitações do Wild Child estão cada vez mais evidentes. Há talento no grupo para fazer um trabalho objetivamente decente – Expectations não é um álbum ofensivamente ruim, é apenas irritantemente medíocre –, porém falta criatividade para fazer algo próprio e que não coloque o público para dormir.

OUÇA: Think It Over”, “Expectations” e “My Town”.