The Chemical Brothers – No Geography



São três décadas desde a formação do duo britânico, e No Geography traz mais uma vez o icônico The Chemichal Brothers ao centro da relevância num mundo pós furor da EDM. Com um quê de euforia nostálgica, Tom Rowlands e Ed Simons apresentam um material contemporâneo chamando o público para se libertar na pista através da dança.

Em 10 faixas, o duo complementa o bom trabalho iniciado pelos três ótimos singles “MAH”, “Got To Keep On” e “We’ve Got To Try”, compartilhados semanas antes do lançamento.  Dentre as inéditas, a faixa título “No Geography” e “Gravity Drops” remontam uma atmosfera nostálgica e cheia de adrenalina e “Free Yourself” trazendo um adicional de energia e frenesí, “Free yourself, free me, free them, free us, dance!”.

Em sua última faixa “Catch Me I’m Flying” a dupla traz uma balada profunda e leve para abaixar a euforia de suas irmãs predecessoras, o duo conclui useu nono álbum de estúdio num ótimo disco para suceder ao Born In The Echoes, resistindo ao tempo e mostrando uma sede em renovar-se e agitar a pista de dança.

OUÇA: “No Geography”, “Gravity Drops”, “We’ve Got To Try” e “Free Yourself”.

Ladytron – Ladytron



Ladytron traz novas cores ao seu trabalho inovador iniciado nos anos 2000. Para antigos e novos ouvintes, o grupo de Liverpool carrega seus tripulantes por um roteiro energético, inconformado e revigorante do seu electro-pop e shoegaze que os consolidou e inspirou diversas bandas.

Oito anos desde seu último projeto de estúdio, o álbum homônimo chega com um grito ritmado, “Until The Fire” anuncia com sua bateria emoldurada pela icônica combinação dos vocais de Helen Marnie e Mira Aroyo ah que veio ‘Oh we hang on the wire, and the walls get higher / Just until the fire catches them’. Um prelúdio para um álbum distópico.

Na segunda e ótima faixa “The Island”,  a banda invoca suas raízes do sinthypop dos anos 80 com um toque de Chvrches – que Helen já afrimou ser uma grande fã – um eco energético e revigorado do trabalho que consolidou a banda, “We are sirens of, of the apocalypse / Poisoned paradigma / We are savages, give them your poison lips”.

Ao decorrer do álbum com boas faixas como “Far From Home” e “Paper Highways”, o grupo como um dos precursores do ressurgimento do sinthypop nos anos 2000, mostra que continua afiado, atual e incisivo na construção de um álbum – marca já registrada em seus últimos trabalhos.

A segunda parte do álbum reserva boas faixas com um mix de uma banda consolidada mas inconformada em olhar apenas para o passado, “Deadzone” com sua energia ritmada numa vibe e enredo cyber-punk, ‘Don’t come knocking with your night moves / My resistance is your weakness’ transparecendo à faixa Manequin com um quê de pista ao mesmo tempo saudosista e futurista. Bons exemplos de como Ladytron se mantém fiel à qualidade, com uma sonoridade familiar, mas nunca obsoleta.

O retorno de Ladytron oito anos depois foi certeiro, atual e essencial.

OUÇA: “The Island”, “Deadzone”, “Figurine” e “Far From Home”

Maggie Rogers – Heard It In A Past Life


Quase três anos após o encontro com Pharrell Willians em um seminário da New York University que a lançou para o mundo, Maggie finalmente apresenta seu álbum de estreia envolto de grandes expectativas.

Já nas primeiras três faixas Maggie apresenta uma evolução musical com produções mais lapidadas, com um toque de elementos da natureza que acabam tornando seu primeiro single “Alaska” solto na primeira parte do álbum. O ótimo resultado do flerte entre electro e folk embalam uma jornada vibrante de autoconhecimento através dos seus versos. No geral, Maggie parece estar disposta a mostrar sua forma de criar música sem medo de se expressar, reinventar ou cometer erros.

Com Heard It In A Past Life, Maggie deixa claro que o sucesso de seus singles não foram mero acaso e que tem material para consolidar sua carreira. Com um debut consistente, Maggie traz uma explosão de emoções, desde as suas expectativas sobre um crush em “Say It” onde nada rolou, a sua vulnerabilidade em aceitar suas falhas em um relacionamento em “Fallingwater” ou o ótimo enredo de uma noite conturbada em “Overnight”; ‘Cause people change overnight, things get strange, but I’m alright‘.

Com uma estreia cheia de visitas e reflexões do passado, Maggie mostra que tem potencial para muita evolução bons materiais para o futuro. Uma boa estreia para uma nova artista cercada por expectativas.

OUÇA: “Alaska”, “Say It”, “The Knife”, “Overnight” e “Fallingwater”