Anna of the North — Dream Girl


Quem gosta de soft pop deve ter se sentido abraçado pelo novo disco da Anna of the North.

A norueguesa Anna Lotterud, de 28 anos, conhecida pelo nome de palco Anna of the North, entregou para a audiência seu segundo álbum, Dream Girl no fim de outubro. São 13 faixas, muitas delas inéditas que, em 41 minutos, revelam a essência pop suave e etéreo da cantora e compositora ao mesmo tempo em que demonstram um amadurecimento da sua sonoridade.

Dream Girl sucede Lovers, de 2017. É um disco que pode ser descrito como suavemente eletrizante: o resultado quando se une a voz de Lotterud, suave e cristalina, com elementos eletrônicos em crescente ao longo das faixas. É dream pop e electropop de qualidade, num daqueles discos que servem bem para relaxar em dias ensolarados — se você me entende… O disco apresenta uma sonoridade mais animada e upbeat em relação ao debut “Lovers”, por meio do qual conhecemos o trabalho única de a norueguesa.

Atualmente cerca de 2,5 milhões de pessoas ouvem Anna of the North no Spotify mensalmente. Na plataforma as canções da garota parecem queridinhas dos algoritmo. No Youtube são aproximadamente 10 milhões de visualizações em vídeos no canal oficial.

A carreira, relativamente recente (um primeiro EP foi lançado ainda em 2014), é bem consistente e os números consideráveis para alguém do porte de Anna of the North são reflexo de um trabalho que conta, também, com parceiros musicais importantes, como Snakehips, Tyler, The Creator e G-Eazy, alguns dos quais com quem Lotterud tem remixes e featurings.

Quando Dream Girl foi lançado, três faixas já eram conhecidas do público, os singles: “Leaning On Myself”, “Thank Me Later” e a homônima “Dream Girl”. As três muito rapidamente caíram nas graças de serviços de streaming, servindo para, realmente, impulsionar o lançamento do disco recente. O novo material é, certamente, um disco de boa qualidade, que apresenta uma nova face do trabalho da artista — aproximá-la de uma sonoridade menos minimalista e mais opulenta.

O novo disco pode ser um achado pra quem curte Wet e Shura.

OUÇA: “Time To Get Over It”, “Dream Girl” e “Used To Be”

Homo sapiens dando voltas ao redor do Sol.

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